O cenário de fintechs no Brasil para os próximos anos

Durante o Fintech Conference 2019, evento promovido pela StartSe no dia 22 de maio, diferentes players do mercado se reuniram para acompanharem, juntos, oportunidades de crescimento que as fintechs têm, oferecendo soluções para diferentes setores.

O mercado de fintechs no Brasil

Que o segmento de fintech é um dos que mais cresce no Brasil, todo mundo que faz parte do mercado de investimentos sabe. Segundo dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento, em 2018, mais de 150 fintechs foram fundadas no País. Neste período, o setor recebeu R$1,5 bilhão de investimentos, 738% a mais que no ano de 2016.

Para esse ano, a expectativa é que esses números cresçam ainda mais.

Esse mercado, que está em constante evolução, tem um espaço enorme para crescer e, cada vez mais, vemos fintechs se especializando em um único segmento.

O segmento de investimento coletivo

Se analisarmos as fintechs de investimentos coletivos, por exemplo, vemos números bastante expressivos.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou dado que mostrou que esse tipo de modalidade permitiu captação de R$ 46 milhões em 2018, um crescimento de mais de 451% em relação aos R$ 8 milhões registrados em 2016 – quando ainda não havia regulamentação específica pela CVM.

Neste período, o número de investidores na modalidade registrou uma alta de, aproximadamente, 716%, indo de 1.099 para 8.966. E não foram só os investidores que cresceram. Os números de plataformas cadastradas na CVM foram crescentes também.

Empresas como Kria, Eqseed e StartMeUp, por exemplo, trabalham com equity crowdfunding para startups. Na Glebba Investimentos, somos especializados em fazer investimentos coletivos para o setor imobiliário, mais especificamente de loteamentos.

O nicho de investimentos coletivos imobiliários

Dentro do segmento de investimento coletivo, o nicho de investimento coletivo imobiliário está se consolidando no Brasil e já é um mercado sólido no mundo, captando, só nos Estados Unidos, 800 milhões de dólares.

Este nicho é diferente dos já tradicionais FIIs (Fundos de Investimentos Imobiliários), por oferecer ao investidor a possibilidade de construir sua própria carteira, podendo escolher por tipo de empreendimento, volume de investimento ou risco.

A criação desta nova modalidade de investimento, que antes era restrita aos grandes investidores, abre uma série de possibilidades para o mercado imobiliário e faz deste nicho um dos mais promissores para os próximos anos.