Como a política influencia o mercado de investimento imobiliário?

Muitas pessoas não sabem, mas, por conta da política nacional, existem alguns setores que são muito mais afetados do que outros.

Dependendo de como você estiver ligados a eles, sentirá ainda mais os efeitos da Política Econômica realizada aqui no Brasil. Essas estratégias utilizadas pelo Governo Federal ditam o caminho para o funcionamento geral do País.

Hoje, vivemos em um cenário de baixa da taxa básica de juros, a Selic. O que deixa muitos rentistas – aqueles que investem em renda fixa – preocupados com a sua rentabilidade.

Quando falamos de empréstimos ao Governo Federal, não na ótica de quem investe, mas sim na de quem emite este título, todo investimento é, na verdade, uma dívida contraída.

Quanto maior a taxa oferecida aos rentistas na hora da emissão de títulos públicos, maior será a dívida do governo com os seus investidores. Exatamente por isso, o atual Ministro da Economia visa diminuir ainda mais a taxa Selic.

Outro grande motivo é a relação entre taxa básica de juros e consumo. Quanto menor a taxa, maior o consumo. Isso porque as taxas de empréstimos e financiamentos de bancos e financeiras são definidos a partir da taxa básica de juros do Brasil, estipulada pelo Comitê de Política Monetária (COPOM), a cada 45 dias.

Os setores mais afetado pela Política Econômica

Como os empréstimos e financiamentos se tornam mais baratos, as pessoas começam a contrair essa dívida, aumentando, então, seu poder de compra.

Vários são os setores beneficiados pelo aumento no poder de compra que está sendo intensificado a partir da redução da taxa Selic, como:

  • O setor de energia;
  • O setor de serviços;
  • O setor varejista.

Mas existe um setor, em especial, que é afetado antes do que os outros: o setor imobiliário. Isso acontece porque o resultado deste setor está atrelado diretamente a disponibilidade de crédito no mercado, fator que cresce com a queda de taxa de juros.

Os efeitos da política no mercado imobiliário

Você se lembra de andar pelas ruas em meados de 2014? A cada dia que passávamos pela cidade, víamos mais casas para alugar ou vender, comerciantes passando o ponto, nem todas as lojas dos shoppings estavam ocupadas e muitos imóveis estavam vazios, sendo, então, uma geração contínua de despesas.

Quando olhamos o histórico do índice FipeZap (índice que representa o acompanhamento sistematizado da evolução dos preços do mercado imobiliário brasileiro), que é representado pela linha na cor azul, conseguimos observar a variação negativa ao longo do tempo. Ela estava mais acentuada no período citado anteriormente. No gráfico, também está sendo levado em consideração o crédito imobiliário e a sua correlação com o índice FipeZap.

Índice FipeZap e Credito Imobiliário (Variação Natural), entre 2009 e 2015.

Como é possível perceber, também, a disponibilidade de crédito do mercado é uma variável que tem bastante relação com as vendas do mercado imobiliário. Dessa forma, o aumento do crédito no mercado impacta diretamente nas vendas do setor.

Com a queda na taxa de juros e o aumento de crédito imobiliário no mercado, é de se esperar um aumento considerável nas vendas do setor e, portanto, ganhos decorrentes de investimentos.

Formas de investir no mercado imobiliário com pouco dinheiro

Fundo Imobiliário

Os fundos imobiliários podem ser afetados diretamente com mudança na economia, conforme a sua composição.

Nem todo fundo imobiliário é composto por imóveis físicos, pois os FIIs podem investir, por exemplo, em ativos de renda fixa com propósitos imobiliários e recibos de crédito imobiliário, etc.

Além disso, os FIIs também podem investir em ações, desde que o objeto social dessas companhias seja atividade permitida aos fundos imobiliários, como administradora de shoppings, incorporadora e corretora de imóveis, além de outras empresas que têm como o principal objetivo o investimento no mercado imobiliário.

Outra característica importante dessa classe de ativos é que ela é composta como um fundo fechado, ou seja, não é possível resgatar suas cotas, apenas vendê-las para outros compradores. Daí a importância de serem negociadas em bolsa, já que isso aumenta sua liquidez devido à facilidade de acesso pelos investidores comuns.

Os FIIs são regulados e fiscalizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é uma autarquia vinculada ao Ministério da Economia.

Crowdfunding Imobiliário

Uma outra alternativa aos FIIs é o crowdfunding de investimento imobiliário (CII).

De forma semelhante àquela dos fundos imobiliários, o CII também é afetado pela mudança na economia.

No crowdfunding, você escolhe o empreendimento que quer investir, analisando o risco, prazo, rentabilidade, entre outros fatores. Declara o quanto deseja investir e, depois de fazer isso, se junta a dezenas ou centenas de investidores que também querem investir naquela oferta.

No prazo combinado, o empreendimento devolve o dinheiro ao investidor com a rentabilidade concretizada.

Cada empreendimento ofertado nestas plataformas online – como a Glebba Investimentos – tem suas características e você pode escolher quais mais combinam com seu perfil, construindo assim sua própria carteira de investimentos imobiliários.

Como este mercado é regulamentado pela Instrução CVM 588, por obrigação, essas plataformas precisam inserir, em cada uma de suas ofertas, uma série de detalhes para que cada investidor possa analisar minuciosamente.

Conclusão

Podemos notar, então, que dentre os setores que mais são afetados pela economia, o setor imobiliário é aquele que vai refletir exatamente os movimentos causados pela política econômica.

Considerando que os FIIs e o Crowdfunding Imobiliário levam, em si ,ativos deste mesmo setor, também acabam sendo diretamente afetados, podendo se valorizar em um cenário de, alta ou desvalorizar em um cenário de baixa.